As cadeiras de auditório combinam uma estrutura em aço ou madeira, um assento e costas em contraplacado ou folheado prensado, espumas de estofo e um revestimento em tecido, pele ou madeira à vista. Em Portugal, a escolha não é só estética: o RT-SCIE exige que as cadeiras de uso público sejam, em geral, construídas com materiais da classe de reacção ao fogo C-s2, d0. Este guia explica cada componente e o que verificar nas fichas técnicas.
Que materiais são utilizados nas cadeiras de auditório?
Componente
Materiais habituais
Exemplos nas fichas dos fabricantes
Estrutura e pés
Aço lacado, chapa metálica, madeira maciça
Arpa (Dynamobel): aço de 2,5 mm lacado a epóxi. Lira (Dynamobel): pata em madeira de 50 mm. Mono (Hamari): chapa metálica revestida.
Assento e costas
Contraplacado ou folheado prensado, estofado ou à vista
Slim (Hamari): costas em contraplacado folheado prensado de 12 mm. Simo (Inno): contraplacado prensado estofado.
Estofo
Espumas de alta resiliência, incluindo espumas CMHR
Lira: espumas CMHR com barreira ignífuga. Prima (Dynamobel): espumas de 60 e 65 kg/m³.
Revestimento
Tecido, pele ou folheado de madeira
Mono: folheados de bétula, faia, freixo, ácer ou carvalho.
Que exige a lei portuguesa sobre o comportamento ao fogo das cadeiras?
O artigo 44.º do RT-SCIE (Portaria n.º 1532/2008, na redacção da Portaria n.º 135/2020) regula o mobiliário fixo em locais de risco B, que são os locais acessíveis ao público com mais de 100 pessoas, ou com mais de 50 pessoas de público. As regras são:
Elemento
Classe mínima de reacção ao fogo
Cadeiras, poltronas e bancos para uso do público (regra geral)
C-s2, d0
Estrutura dos estofados
D-s2, d0
Almofadados dos estofados
D-s3, d0, com invólucro bem aderente ao enchimento da classe C-s1, d0
Almofadas em bancadas
As mesmas regras dos estofados
As classes C-s2, d0 e semelhantes pertencem ao sistema europeu de classificação de reacção ao fogo. A letra indica a contribuição para o fogo, «s» a produção de fumo e «d» a queda de gotas ou partículas inflamadas.
E os ensaios EN 1021 ou BS 5852 indicados nas fichas?
Muitos fabricantes publicam ensaios internacionais de inflamabilidade de estofos: a Dynamobel indica a EN 1021-1 e EN 1021-2 para os tecidos, e a Hamari indica, por exemplo, a BS 5852 Crib 5 e a NF D 60-013. Estes ensaios não são a classe exigida pelo RT-SCIE. Por isso, quem projecta deve pedir ao fornecedor a documentação que demonstre o cumprimento das classes do artigo 44.º para o modelo e o revestimento escolhidos.
Como influencia a cadeira a acústica da sala?
As cadeiras são uma parte importante da superfície absorvente de uma plateia, sobretudo quando estão estofadas. Alguns fabricantes publicam o coeficiente de absorção sonora medido segundo a norma ISO 354: segundo as fichas da Dynamobel, o modelo Prima tem αs 0,85 e o modelo Lira αs 0,75. Quanto mais próximo de 1, mais som a cadeira absorve. Em teatros e salas de concerto, estes valores devem ser articulados com o projecto de acústica.
Qual a diferença entre tecido, pele e madeira à vista?
Tecido: o revestimento mais comum nos estofados. Permite grande variedade de cores e contribui para a absorção sonora. É preciso confirmar a classe de reacção ao fogo do conjunto tecido e enchimento.
Pele: utilizada em salas que procuram um acabamento mais nobre. Tem um comportamento acústico e de limpeza diferente do tecido, e a classe de reacção ao fogo também deve ser confirmada.
Madeira à vista: folheados ou contraplacado sem estofo, ou só com estofo parcial. São fáceis de limpar e resistentes ao desgaste, e absorvem menos som do que as superfícies estofadas.
Como avaliar a durabilidade de uma cadeira de auditório?
Verifique se a ficha técnica indica o cumprimento da norma EN 12727, que define requisitos de segurança, resistência e durabilidade para assentos em fila fixados ao pavimento ou à parede. A norma não cobre a inflamabilidade nem a durabilidade dos tecidos de revestimento, que têm de ser avaliadas à parte. Nas fichas consultadas, a EN 12727 aparece, por exemplo, nos modelos Prima, Arpa e Lira da Dynamobel e na família Mono da Hamari.
Como escolher os materiais consoante o uso da sala?
Tipo de sala
Prioridades na escolha de materiais
Teatro e sala de concertos
Comportamento acústico articulado com o projecto de acústica e conforto em sessões longas
Cinema
Conforto do estofo e facilidade de limpeza
Anfiteatro de ensino e formação
Resistência ao desgaste e facilidade de manutenção
Auditório multiusos
Equilíbrio entre conforto, durabilidade e acústica
Que materiais são utilizados nas cadeiras de auditório?
Estrutura em aço ou madeira, assento e costas em contraplacado ou folheado prensado, espumas de estofo e revestimento em tecido, pele ou madeira à vista.
Que classe de reacção ao fogo devem ter as cadeiras de um auditório?
Em geral, C-s2, d0, segundo o artigo 44.º do RT-SCIE. Nos estofados admite-se a estrutura D-s2, d0 e os almofadados D-s3, d0, com invólucro bem aderente da classe C-s1, d0.
A norma EN 1021 é obrigatória em Portugal?
Não é a referência do RT-SCIE. O regulamento exige classes de reacção ao fogo, como a C-s2, d0. Os ensaios EN 1021 aparecem nas fichas de alguns fabricantes, mas não substituem essa classificação.
Materiais e revestimentos de cadeiras de auditório
As cadeiras de auditório combinam uma estrutura em aço ou madeira, um assento e costas em contraplacado ou folheado prensado, espumas de estofo e um revestimento em tecido, pele ou madeira à vista. Em Portugal, a escolha não é só estética: o RT-SCIE exige que as cadeiras de uso público sejam, em geral, construídas com materiais da classe de reacção ao fogo C-s2, d0. Este guia explica cada componente e o que verificar nas fichas técnicas.
Que materiais são utilizados nas cadeiras de auditório?
Que exige a lei portuguesa sobre o comportamento ao fogo das cadeiras?
O artigo 44.º do RT-SCIE (Portaria n.º 1532/2008, na redacção da Portaria n.º 135/2020) regula o mobiliário fixo em locais de risco B, que são os locais acessíveis ao público com mais de 100 pessoas, ou com mais de 50 pessoas de público. As regras são:
As classes C-s2, d0 e semelhantes pertencem ao sistema europeu de classificação de reacção ao fogo. A letra indica a contribuição para o fogo, «s» a produção de fumo e «d» a queda de gotas ou partículas inflamadas.
E os ensaios EN 1021 ou BS 5852 indicados nas fichas?
Muitos fabricantes publicam ensaios internacionais de inflamabilidade de estofos: a Dynamobel indica a EN 1021-1 e EN 1021-2 para os tecidos, e a Hamari indica, por exemplo, a BS 5852 Crib 5 e a NF D 60-013. Estes ensaios não são a classe exigida pelo RT-SCIE. Por isso, quem projecta deve pedir ao fornecedor a documentação que demonstre o cumprimento das classes do artigo 44.º para o modelo e o revestimento escolhidos.
Como influencia a cadeira a acústica da sala?
As cadeiras são uma parte importante da superfície absorvente de uma plateia, sobretudo quando estão estofadas. Alguns fabricantes publicam o coeficiente de absorção sonora medido segundo a norma ISO 354: segundo as fichas da Dynamobel, o modelo Prima tem αs 0,85 e o modelo Lira αs 0,75. Quanto mais próximo de 1, mais som a cadeira absorve. Em teatros e salas de concerto, estes valores devem ser articulados com o projecto de acústica.
Qual a diferença entre tecido, pele e madeira à vista?
Como avaliar a durabilidade de uma cadeira de auditório?
Verifique se a ficha técnica indica o cumprimento da norma EN 12727, que define requisitos de segurança, resistência e durabilidade para assentos em fila fixados ao pavimento ou à parede. A norma não cobre a inflamabilidade nem a durabilidade dos tecidos de revestimento, que têm de ser avaliadas à parte. Nas fichas consultadas, a EN 12727 aparece, por exemplo, nos modelos Prima, Arpa e Lira da Dynamobel e na família Mono da Hamari.
Como escolher os materiais consoante o uso da sala?
Em todos os casos, a classe de reacção ao fogo exigida pelo RT-SCIE é um requisito, e não uma opção. Veja os modelos de cadeiras para auditório que representamos, saiba o que faz variar o custo de equipar um auditório ou peça-nos as fichas técnicas e certificados do modelo que está a considerar.
A parte regulamentar da absorção sonora está no guia sobre acústica de auditórios e RRAE. Para incluir estes requisitos num procedimento de compra, veja o modelo de caderno de encargos de cadeiras de auditório.
Perguntas frequentes
Que materiais são utilizados nas cadeiras de auditório?
Estrutura em aço ou madeira, assento e costas em contraplacado ou folheado prensado, espumas de estofo e revestimento em tecido, pele ou madeira à vista.
Que classe de reacção ao fogo devem ter as cadeiras de um auditório?
Em geral, C-s2, d0, segundo o artigo 44.º do RT-SCIE. Nos estofados admite-se a estrutura D-s2, d0 e os almofadados D-s3, d0, com invólucro bem aderente da classe C-s1, d0.
A norma EN 1021 é obrigatória em Portugal?
Não é a referência do RT-SCIE. O regulamento exige classes de reacção ao fogo, como a C-s2, d0. Os ensaios EN 1021 aparecem nas fichas de alguns fabricantes, mas não substituem essa classificação.
Fontes