As cadeiras para teatro, cinema e anfiteatro cumprem as mesmas regras de segurança em Portugal, mas respondem a usos diferentes. No teatro pesam a acústica e a visibilidade do palco. No cinema, o conforto em sessões longas. No anfiteatro de ensino, a mesa de apoio e a resistência ao uso diário. Este guia mostra o que muda entre cada tipo de sala e o que é comum a todas.
Qual a diferença entre cadeiras de teatro e de cinema?
A diferença está nas prioridades do projecto, e não nas regras legais. Os teatros, cineteatros, cinemas, auditórios e salas de conferências pertencem todos à mesma utilização-tipo VI, «espetáculos e reuniões públicas», do Regime Jurídico de Segurança contra Incêndio em Edifícios (artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 220/2008). Por isso, a fixação ao pavimento, o espaçamento entre filas e a reacção ao fogo seguem as mesmas regras do RT-SCIE.
Teatro
Cinema
Anfiteatro de ensino
Prioridade principal
Acústica e visibilidade do palco
Conforto em sessões longas
Mesa de apoio e resistência ao uso diário
Revestimento habitual
Estofado, articulado com o projecto de acústica
Estofado
Estofado ou madeira, conforme a manutenção pretendida
Acessórios frequentes
Numeração de lugares e filas
Numeração de lugares e filas
Palmatória ou mesa de escrita
Que regras são comuns a teatros, cinemas e auditórios?
Fixação: as cadeiras devem ser rigidamente fixadas ao pavimento e, se forem rebatíveis, ter contrapesos que garantam o rápido levantamento (RT-SCIE, artigo 53.º, n.os 2 e 3).
Espaçamento: espaço livre mínimo de 0,4 m entre filas e, em regra, um máximo de 16 lugares entre coxias (artigo 53.º, n.os 4 e 5). Veja o artigo sobre a distância entre filas num auditório.
Reacção ao fogo: em geral, materiais da classe C-s2, d0 nas cadeiras de uso público (artigo 44.º). Veja o artigo sobre materiais e revestimentos.
Acessibilidade: lugares para pessoas em cadeira de rodas em número proporcional à capacidade, segundo o Decreto-Lei n.º 163/2006. Veja o artigo sobre acessibilidade em auditórios.
O que muda numa cadeira para teatro?
Num teatro ou sala de concertos, as cadeiras são uma parte importante da superfície absorvente da plateia, e a sala tem de soar bem com público e sem público. Por isso, o comportamento acústico da cadeira deve ser articulado com o projecto de acústica. Alguns fabricantes publicam o coeficiente de absorção sonora medido segundo a norma ISO 354: segundo as fichas da Dynamobel, o modelo Prima tem αs 0,85 e o modelo Lira αs 0,75.
A visibilidade do palco depende sobretudo da inclinação da plateia e da posição de cada fila, que são definidas no projecto de arquitectura. A altura das costas da cadeira deve ser compatível com essa geometria.
Exemplos: Casa da Música e Teatro do Bairro
A Casa da Música, no Porto, projectada por Rem Koolhaas e inaugurada em 2005, é um dos nossos projectos de referência. O Teatro do Bairro, em Lisboa, é um teatro-estúdio pensado como uma «black box», um espaço intimista e versátil.
O que muda numa cadeira para cinema?
No cinema, o espectador fica sentado durante toda a sessão, por isso o conforto do estofo e do encosto é a prioridade. A orientação para o ecrã e a inclinação da plateia definem a visibilidade. A limpeza frequente entre sessões também pesa na escolha do revestimento.
Exemplo: Cinema Ideal
O Cinema Ideal, em Lisboa, aberto desde 1904, é a sala de cinema mais antiga da cidade, num projecto do arquitecto José Neves.
O que muda numa cadeira para anfiteatro?
Nos anfiteatros de ensino e nas salas de formação, a cadeira é utilizada todos os dias e, muitas vezes, para escrever. A mesa de apoio ou palmatória passa a ser essencial, e a resistência ao desgaste ganha importância. A norma EN 12727, sobre segurança, resistência e durabilidade de assentos em fila, é uma referência a pedir na ficha técnica. Explicamos as opções no artigo sobre cadeiras com palmatória para salas de formação.
Exemplo: Escola Superior de Música
A Escola Superior de Música, projecto do arquitecto Carrilho da Graça, é um exemplo de um auditório num edifício de ensino.
E as salas que são cineteatro ou multiusos?
Muitas salas em Portugal servem para teatro, cinema e conferências. Nesses casos, a cadeira tem de equilibrar conforto, acústica e durabilidade. Quando a sala precisa também de piso livre, a solução pode ser uma bancada telescópica. Comparamos as opções no artigo sobre cadeiras rebatíveis, fixas ou telescópicas. O Cine-Teatro Capitólio, em Lisboa, inaugurado em 1931, é um exemplo de uma sala histórica com uso misto.
Qual a diferença entre cadeiras de teatro e de cinema?
As regras legais são as mesmas, porque teatros e cinemas pertencem à mesma utilização-tipo. Muda a prioridade: no teatro, a acústica e a visibilidade do palco; no cinema, o conforto em sessões longas e a facilidade de limpeza.
Que cadeiras usar num anfiteatro?
Cadeiras resistentes ao uso diário, de preferência com mesa de apoio ou palmatória, e com indicação da norma EN 12727 na ficha técnica.
As cadeiras de cinema têm de ser fixas ao chão?
Sim. Em salas de espectáculos no interior de edifícios, o RT-SCIE exige que as cadeiras sejam rigidamente fixadas ao pavimento.
Cadeiras para teatro, cinema e anfiteatro: o que muda
As cadeiras para teatro, cinema e anfiteatro cumprem as mesmas regras de segurança em Portugal, mas respondem a usos diferentes. No teatro pesam a acústica e a visibilidade do palco. No cinema, o conforto em sessões longas. No anfiteatro de ensino, a mesa de apoio e a resistência ao uso diário. Este guia mostra o que muda entre cada tipo de sala e o que é comum a todas.
Qual a diferença entre cadeiras de teatro e de cinema?
A diferença está nas prioridades do projecto, e não nas regras legais. Os teatros, cineteatros, cinemas, auditórios e salas de conferências pertencem todos à mesma utilização-tipo VI, «espetáculos e reuniões públicas», do Regime Jurídico de Segurança contra Incêndio em Edifícios (artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 220/2008). Por isso, a fixação ao pavimento, o espaçamento entre filas e a reacção ao fogo seguem as mesmas regras do RT-SCIE.
Que regras são comuns a teatros, cinemas e auditórios?
O que muda numa cadeira para teatro?
Num teatro ou sala de concertos, as cadeiras são uma parte importante da superfície absorvente da plateia, e a sala tem de soar bem com público e sem público. Por isso, o comportamento acústico da cadeira deve ser articulado com o projecto de acústica. Alguns fabricantes publicam o coeficiente de absorção sonora medido segundo a norma ISO 354: segundo as fichas da Dynamobel, o modelo Prima tem αs 0,85 e o modelo Lira αs 0,75.
A visibilidade do palco depende sobretudo da inclinação da plateia e da posição de cada fila, que são definidas no projecto de arquitectura. A altura das costas da cadeira deve ser compatível com essa geometria.
Exemplos: Casa da Música e Teatro do Bairro
A Casa da Música, no Porto, projectada por Rem Koolhaas e inaugurada em 2005, é um dos nossos projectos de referência. O Teatro do Bairro, em Lisboa, é um teatro-estúdio pensado como uma «black box», um espaço intimista e versátil.
O que muda numa cadeira para cinema?
No cinema, o espectador fica sentado durante toda a sessão, por isso o conforto do estofo e do encosto é a prioridade. A orientação para o ecrã e a inclinação da plateia definem a visibilidade. A limpeza frequente entre sessões também pesa na escolha do revestimento.
Exemplo: Cinema Ideal
O Cinema Ideal, em Lisboa, aberto desde 1904, é a sala de cinema mais antiga da cidade, num projecto do arquitecto José Neves.
O que muda numa cadeira para anfiteatro?
Nos anfiteatros de ensino e nas salas de formação, a cadeira é utilizada todos os dias e, muitas vezes, para escrever. A mesa de apoio ou palmatória passa a ser essencial, e a resistência ao desgaste ganha importância. A norma EN 12727, sobre segurança, resistência e durabilidade de assentos em fila, é uma referência a pedir na ficha técnica. Explicamos as opções no artigo sobre cadeiras com palmatória para salas de formação.
Exemplo: Escola Superior de Música
A Escola Superior de Música, projecto do arquitecto Carrilho da Graça, é um exemplo de um auditório num edifício de ensino.
E as salas que são cineteatro ou multiusos?
Muitas salas em Portugal servem para teatro, cinema e conferências. Nesses casos, a cadeira tem de equilibrar conforto, acústica e durabilidade. Quando a sala precisa também de piso livre, a solução pode ser uma bancada telescópica. Comparamos as opções no artigo sobre cadeiras rebatíveis, fixas ou telescópicas. O Cine-Teatro Capitólio, em Lisboa, inaugurado em 1931, é um exemplo de uma sala histórica com uso misto.
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Cada tipo de sala tem exigências próprias de visibilidade e de acústica. Desenvolvemos estes temas nos guias sobre a visibilidade numa plateia e sobre a acústica de auditórios.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre cadeiras de teatro e de cinema?
As regras legais são as mesmas, porque teatros e cinemas pertencem à mesma utilização-tipo. Muda a prioridade: no teatro, a acústica e a visibilidade do palco; no cinema, o conforto em sessões longas e a facilidade de limpeza.
Que cadeiras usar num anfiteatro?
Cadeiras resistentes ao uso diário, de preferência com mesa de apoio ou palmatória, e com indicação da norma EN 12727 na ficha técnica.
As cadeiras de cinema têm de ser fixas ao chão?
Sim. Em salas de espectáculos no interior de edifícios, o RT-SCIE exige que as cadeiras sejam rigidamente fixadas ao pavimento.
Fontes