Cadeiras de Auditório
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Renovar uma sala de espectáculos: guia para auditórios e teatros

Por Auditório Forms · Publicado a 06/10/2026

Renovar as cadeiras de um auditório, teatro ou cinema em Portugal passa por cinco fases: levantamento do existente, definição do programa, escolha do modelo, projecto da plateia e instalação. A renovação tem de cumprir o regulamento de segurança contra incêndio e as regras de acessibilidade, que prevêem uma excepção própria para obras em salas existentes. Este guia explica o que avaliar em cada fase, com exemplos de projectos em Lisboa e no Porto.

Quais são as fases de um projecto de renovação de um auditório?

FaseO que se faz
1. LevantamentoMedição da sala, dos degraus ou da rampa, do tipo de pavimento e das fixações existentes; registo fotográfico.
2. ProgramaCapacidade pretendida, usos da sala (teatro, cinema, conferência, formação) e requisitos de acústica.
3. Escolha do modeloComparação de modelos pelas medidas, pelo sistema de rebatimento, pelos revestimentos e pela classe de reacção ao fogo.
4. Projecto da plateiaDistribuição das filas, coxias e lugares acessíveis, em articulação com o projecto de segurança contra incêndio.
5. Fabrico e instalaçãoRemoção das cadeiras existentes, preparação do pavimento, fixação e numeração dos lugares.

O que avaliar antes de decidir substituir as cadeiras?

  • Estado das cadeiras e das fixações: uma fixação degradada pode obrigar a reparar o pavimento antes da instalação.
  • Cumprimento do RT-SCIE: as salas mais antigas podem não cumprir o espaço livre mínimo de 0,4 m entre filas ou o máximo de 16 lugares entre coxias (artigo 53.º da Portaria n.º 1532/2008). Veja o artigo sobre a distância entre filas num auditório.
  • Reacção ao fogo: as cadeiras de uso público devem, em geral, ser da classe C-s2, d0 (artigo 44.º do RT-SCIE). Veja o artigo sobre materiais e revestimentos.
  • Acessibilidade: número e localização dos lugares para pessoas em cadeira de rodas, segundo o Decreto-Lei n.º 163/2006.
  • Capacidade: trocar o modelo de cadeira pode alterar o número de lugares, para mais ou para menos, conforme a largura entre eixos e a profundidade. Veja as medidas de cadeiras de auditório por modelo.

Que regras de acessibilidade se aplicam numa renovação?

As mesmas da construção nova, com uma excepção. Em obras de alteração ou de conservação, os lugares para pessoas em cadeira de rodas podem ser agrupados se for impraticável distribuí-los por todo o recinto (Decreto-Lei n.º 163/2006, anexo, n.º 3.6.5). As restantes exigências mantêm-se: zona livre de 0,8 m por 1,2 m, piso horizontal, lugar para acompanhante ao lado e ligação a um percurso acessível. Explicamos tudo no artigo sobre acessibilidade em auditórios.

Que condicionantes existem em edifícios históricos?

Em salas históricas, a renovação tem de conciliar as regras actuais com a arquitectura existente: a inclinação original da plateia, os balcões, os acabamentos e, em edifícios classificados, as orientações das entidades de património. Nestes casos, a escolha do modelo e do revestimento faz-se em conjunto com a equipa de arquitectura, e o agrupamento de lugares acessíveis previsto para obras de alteração ganha especial importância.

Exemplos de projectos em Lisboa e no Porto

Cine-Teatro Capitólio, Lisboa

Projectado em 1929 pelo arquitecto Luís Cristino da Silva e inaugurado em 1931, o Capitólio era a grande sala de espectáculos de Lisboa. O projecto de reabilitação, do arquitecto Alberto Souza Oliveira, recebeu o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura de 2016. Veja o projecto do Cine-Teatro Capitólio.

Cinema Ideal, Lisboa

Aberto desde 1904, é a sala de cinema mais antiga de Lisboa e conheceu várias designações ao longo do tempo. O projecto é do arquitecto José Neves. Veja o projecto do Cinema Ideal.

Casa da Música, Porto

Projectada por Rem Koolhaas e inaugurada em 2005, é uma das salas de referência do Porto e do nosso portfólio. Veja o projecto da Casa da Música.

Como preparar uma consulta ao mercado?

  1. Reúna as plantas e os cortes da sala, de preferência em DWG;
  2. Defina a capacidade pretendida e os usos da sala;
  3. Indique os requisitos de acústica, revestimentos e acessórios, como numeração ou mesa de apoio;
  4. Peça, para cada proposta, a ficha técnica do modelo e a documentação de reacção ao fogo;
  5. Peça um estudo de implantação que demonstre a capacidade com o modelo proposto, cumprindo o RT-SCIE e o Decreto-Lei n.º 163/2006;
  6. Clarifique o que está incluído: remoção das cadeiras existentes, preparação do pavimento, instalação e numeração.

Saiba também o que faz variar o custo de equipar um auditório. A auditórioforms acompanha renovações de salas de espectáculos e é especialista em cadeiras de auditório desde 1997. Veja os projectos de referência ou fale connosco sobre a sua sala.

Numa renovação, a nova plateia tem de cumprir as regras de segurança em vigor, que resumimos no guia sobre segurança contra incêndio em auditórios. Se o dono de obra for uma entidade pública, veja também o guia sobre contratação pública de cadeiras de auditório.

Perguntas frequentes

Como se renova um auditório ou uma sala de espectáculos?

Em cinco fases: levantamento do existente, definição do programa, escolha do modelo, projecto da plateia articulado com a segurança contra incêndio e a acessibilidade, e fabrico e instalação.

Numa renovação, os lugares para cadeira de rodas podem ficar juntos?

Sim, se for impraticável distribuí-los pela sala. O n.º 3.6.5 do anexo ao Decreto-Lei n.º 163/2006 permite agrupá-los em obras de alteração ou conservação.

Uma renovação pode reduzir o número de lugares?

Pode. Se a sala não cumpria o espaço livre mínimo de 0,4 m entre filas ou o máximo de lugares entre coxias, ajustar a plateia ao RT-SCIE pode alterar a capacidade. O modelo de cadeira escolhido também influencia o resultado.

Fontes

  • Portaria n.º 1532/2008, RT-SCIE (Diário da República)
  • Decreto-Lei n.º 163/2006 (Diário da República)
Posted in Artigos.
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